O galês Hugh Lloyd-Jones ensina Escrita Criativa numa encantadora universidade do Sul dos Estados Unidos e está apaixonado pela sua bela mulher, Miranda. Mas a sua vida idílica está prestes a mudar.
Frida Shamburger, a despótica directora do departamento, vira-se contra ele, enquanto Miranda revela que Hugh já não pode contar com o seu amor. Hugh terá de lutar para salvar o emprego e o casamento. Mas conseguirá um homem branco de meia-idade sobreviver na selva woke do meio académico? E, com um sinistro psiquiatra e uma guru feminina a encorajarem Miranda a tornar-se independente, poderá o amor do casal prevalecer?
Na senda dos grandes satiristas da língua inglesa, Garry Craig Powell escalpeliza o nosso tempo com humor desconcertante, expondo a moralidade de pacotilha, as contrições postiças e as guerras culturais da sociedade contemporânea.
Percorremos o livro com um sorriso e pontuamos as peripécias do enredo com gargalhadas mas, no final, o que nos fica é um amargo de boca, uma sensação de nos termos apercebido, nem que de relance, do enorme logro em curso. - Valério Romão