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Georges Bernanos (1888-1948) foi um escritor e jornalista francês. Nascido em Paris de família católica e monarquista, passou boa parte da infância e da juventude na pequena aldeia de Fressin. Foi estudar em Paris, no colégio jesuíta de Vaugirard, onde teve como colega Charles de Gaulle. Introduzido pelos pais à leitura de Balzac, Zola, Barbey d'Aurevilly, Walter Scott e dos escritores da Ação Francesa, estudou na Faculdade de Direito e no Instituto Católico de Paris de 1906 a 1913. Em 1914, serviu voluntariamente como soldado de trincheira. Em 1917, casou-se com Jeanne Talbert d'Arc, descendente direta de Joana d'Arc. Após a guerra, abandonou o ofício de jornalista, rompeu com a Ação Francesa e tornou-se inspetor de seguros. Afirmou-se como romancista com a publicação de Sob o sol de Satã (1926), A impostura (1927) e A alegria (1929). Com graves dificuldades financeiras, mudou-se para Maiorca, Espanha, onde escreveu Um crime (1935), Diário de um pároco de aldeia (1936) e Nova história de Mouchette (1937). Desiludido com o franquismo e revoltado com o armistício franco-germânico, exilou-se no Brasil de 1938 a 1945. Mesmo após a liberação de Paris, continuou sua vida nômade (mudou-se trinta vezes ao longo da vida) e visceralmente livre, incapaz de submeter sua consciência à menor concessão. Escreveu também O grande medo dos bem-pensantes (1931), Os grandes cemitérios sob a lua (1938), A França contra os robôs (1947), Joana, relapsa e santa (1947), O caminho de Cruz das Almas (1948), Um sonho ruim (1950) e Diálogos das carmelitas (1950).
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