A morte é a única certeza que iguala todos os seres humanos. Não importa o sexo, a condição social ou o tempo histórico: o ciclo da existência acaba por igualar todos nesse evento. O finito é irremediável a todos, assim como o ato de nascer. Ainda assim, poucas experiências foram tão temidas, silenciadas e reinventadas ao longo dos séculos.
Se a morte é comum a todos, por que ela continua sendo o maior de todos os medos? Por que cada época construiu rituais, imagens e explicações diferentes para lidar com o inevitável? É dessas perguntas que parte
O medo da morte: uma representação que circunda a história da humanidade.
Em três capítulos diretos, o historiador Dhiogo José Caetano percorre o medo de morrer que se engendra no centro da história do homem, os comportamentos psicológicos, históricos e culturais perante a morte e, por fim, a morte como obsessão onipresente. O livro ainda encara a cara da morte, ou seja, as representações que a humanidade criou para dar rosto àquilo que não se pode ver, e fecha com uma conclusão que devolve ao leitor a pergunta sobre a própria finitude.
A obra dialoga com nomes fundamentais do estudo da morte e do medo no Ocidente, como Philippe Ariès, Jean Delumeau, Edgar Morin, Jacques Le Goff, Maurice Halbwachs, Santo Agostinho e Platão, unindo história do imaginário, filosofia e memória coletiva em texto acessível, com referências bibliográficas ao final.
O autor é licenciado em História pela Universidade Estadual de Goiás, pós-graduado em História do Imaginário e Literatura, jornalista e escritor premiado, autor de
O medo da morte na Idade Média: uma visão coletiva do Ocidente, tema que aqui ganha alcance mais amplo, do passado remoto ao presente.
São 86 páginas para quem estuda história e ciências humanas, para quem trabalha com cuidado e luto e para todo leitor que já se perguntou o que está por trás do próprio medo de morrer. Um convite a olhar de frente aquilo que a cultura ensinou a desviar o olhar.