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Amin Maalouf é um escritor e ensaísta franco-libanês nascido em 1949, em Beirute, cuja obra é reconhecida por entrelaçar história, ficção e ensaio, explorando temas como identidade, migração e o diálogo entre civilizações. Após deixar o Líbano, durante a Guerra Civil de 1975, estabeleceu-se na França, onde publicou romances de destaque, como Leão, o africano (1986), Samarcanda (1988) e O rochedo de Tânios (1993), este último vencedor do Prêmio Goncourt. Além disso, escreveu obras históricas como As Cruzadas vistas pelos árabes (Vestígio [1983], 2023). Seus ensaios, como As identidades assassinas (1998) e O mundo em desajuste (2009), abordam os conflitos contemporâneos entre culturas e identidades. No Brasil, pela Vestígio, lançou também O naufrágio das civilizações: Um olhar profundo sobre o nosso tempo para entender três feridas do mundo moderno (2020) e O labirinto dos desgarrados: O Ocidente e seus adversários (2024). Eleito para a Academia Francesa em 2011, onde ocupa a cadeira que foi de Claude Lévi-Strauss, Maalouf é uma voz literária global, com livros traduzidos para cerca de 50 idiomas, consolidando-se como um símbolo do diálogo intercultural entre Oriente e Ocidente. Em 2023, foi eleito secretário permanente da Academia Francesa.
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